Tudo sobre a gravidez
Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Problemas digestivos & Fertilidade

Stephanie Cook Osheim, 36 anos, recebeu a notícia, há alguns anos atrás, de que nunca poderia engravidar. Porém, é mãe de uma menina de 2 anos e de um bebé recém-nascido. "Todos os médicos disseram ser praticamente impossível eu engravidar", diz Stephanie, que teve de receber tratamentos para a doença de Crohn.

Na realidade, a infertilidade é uma consequência pouco discutida, mas cada vez mais reconhecida, de várias doenças graves gastrointestinais que afectam milhares de mulheres e homens. Estas incluem não só a doença de Crohn, como também a colite ulcerosa e a doença celíaca. O que estas três doenças têm em comum é a tendência para reduzir drasticamente a quantidade de nutrientes que o corpo absorve. Os médicos suspeitam que a perda de peso extrema e a desnutrição que estas doenças acarretam provocam a própria infertilidade

"Se o nosso índice de massa corporal desce demasiado, podemos deixar de ter períodos menstruais, abrindo assim caminho para a infertilidade", explica Cynthia Yoshida, porta-voz da Associação Americana de Gastroenterologia (AGA). Se o tratamento para a doença que temos incluir medicamentos ou cirurgias, estes podem ameçar por si só a  nossa fertilidade.

No caso da Stephanie, não é de admirar que os seus médicos estivessem pessimistas quanto à possibilidade de engravidar e de manter uma gravidez saudável. Na altura em que decidiu tentar engravidar, o seu corpo tinha passado por um choque séptico, anemia e subnutrição, para além da remoção de grande parte do seu intestino. "Fiquei pele e osso depois da minha cirurgia, mas consegui que o meu período menstrual voltasse e engordei", diz ela. "Enquanto o meu ginecologista me dizia que seria muito difícil engravidar, devido a tudo o que o meu corpo já tinha sofrido, sou a prova viva de que até mulheres com doenças gastrointestinais graves conseguem engravidar e ter um bebé."

 

Doença celíaca: uma ameaça oculta de infertilidade?

A doença celíaca é uma doença auto-imune muito comum e muitas vezes não diagnosticada, visto que manifesta sintomas gastrointestinais muito vagos, como inchaço, diarreia, cólicas, resultado de uma reacção alérgica ao glúten que se encontra presente na maioria dos produtos à base de trigo, centeio, cevada, aveia e noutros alimentos. Uma vez que os sintomas da doença celíaca não são debilitantes, as mulheres podem desconhecer ser portadoras desta doença, apesar de estar estimado que afecte 2 milhões de pessoas. A doença celíaca não deve ser confundida com o síndroma do intestino irritável, que também pode causar dor, cólicas abdominais, distensão abdominal, prisão de ventre e diarreia, mas não tem qualquer efeito sobre a fertilidade ou a gravidez.

"Uma mulher pode sentir vergonha em revelar ao seu médico que tem de ir à casa-de-banho várias vezes ao dia", diz maria T. Abreu, directota do Centro de Doença Inflamatória do Intestino, em Nova Iorque.

Os especialistas garantem que a doença celíaca afecta a fertilidade de uma forma indirecta, porque os pacientes não absorvem os alimentos. "Esta má absorção de nutrientes e vitaminas provoca a supressão das hormonas que estimulam os ovários a ovular", diz Abreu. "Se tivermos a doença celíaca, podemos não ter períodos menstruais normais. Podemos comer, mas não ganhamos peso."

O tratamento para esta condição é completamente dietética. As pessoas com esta doença devem evitar o glúten e ter muito cuidado em equilibrar a ingestão de nutrientes.

Quem tiver dores de estômago persistentes, gases, flatulência, diarreia, cólicas, períodos menstruais irregulares ou perdas de peso deve consultar um médico. Um simples teste de anticorpos pode determinar se os sintomas se devem à doença celíaca ou ao sindroma do intestino irritável. O teste pode ser especialmente importante para as mulheres que apresentam estes sintomas e têm dificuldade em engravidar.

"Se formos diagnosticados com a doença celíaca e fizermos uma dieta sem glúten, conseguiremos reverter tudo, incluindo a nossa infertilidade", diz a Dra. Abreu.

Robynne Chutkan, professor adjunto de gastroenterologia na Universidade de Georgetown, em Washington e fundador do Centro Digestivo para as Mulheres, concorda, ressaltando que "uma vez que a doença celíaca seja tratada, as pacientes geralmente engravidam naturalmente".

 

Sindroma do intestino irritável e fertilidade

Se sofrermos da doença de Crohn ou colite ulcerosa (doenças irmãs, em conjunto conhecidas como sindroma do intestino irritável) nós iremos descobrir que temos algo de errado. Provavelmente teremos dores abdominais intensas e diarreia crónica grave. Também poderemos ter hemorragias rectais. O que muitos pacientes não sabem - e até alguns médicos - é que se estivermos a planear engravidar, o tipo de tratamento que recebermos pode fazer diferença para a nossa fertilidade.

Isto é especialmente importante, considerando que a maior parte das pessoas afectadas são mulheres. Quando a doença não está controlada, as mulheres podem ter dificuldades para engravidar e grande probabilidade de abortos precoces. Mas quando a doença está em remissão, especialmente se a mulher tem a doença controlada apenas com medicamentos, sem cirurgia, ela terá grande probabilidade de engravidar. Um estudo conduzido em 2003 indicou que mulheres com este problema têm maior risco de terem um bebé pequeno ou prematuro, mas que a maioria pode conceber e ter uma gravidez normal, desde que a doença esteja num estado inactivo.

A doença de Crohn provoca uma extrema inflamação no final do intestino delgado e no início do colón, que se encontra do lado direito da nossa pélvis. "Como o intestino está demasiado perto de outras estruturas da área pélvica, elas podem ser 'apanhadas' por esta inflamação", explica o dr. Yoshida. "Não é estranho se a trompa de Falópio do lado direito ou até mesmo ..

 

 

 

 

Crohn’s usually involves extreme inflammation at the end of the small intestine (terminal ileum) and the beginning of the colon, which is in the right side of the pelvis. “Because the bowel is so close to so many other structures in the pelvic area, these can become ‘involved’ by this inflammation,” Dr. Yoshida explains. “It’s not uncommon for the right fallopian tube or even the right ureter to be caught up in this inflammatory mass. If the fallopian tube is involved, this could lead to infertility.”

 Crohn geralmente envolve inflamação extrema no final do intestino delgado (íleo terminal) eo início do cólon, que está no lado direito da pelve. "Como o intestino é tão perto de tantas outras estruturas na área pélvica, estes podem tornar-se" envolvido "por essa inflamação", explica Dr. Yoshida. "Não é incomum para o tubo direito de Falópio ou mesmo o ureter direito de ser apanhados nesta massa inflamatória. Se a trompa de Falópio está envolvido, isso poderia levar à infertilidade. "

Medication is the first line of treatment for IBD, with surgery reserved for more severe cases. Many different drugs are used to treat IBD, and the risks for women who hope to get pregnant now—or in the future—vary. “Some, such as thalidomide/methotrexate, are absolutely contraindicated during pregnancy,” says Dr. Yoshida. “While others are really viewed on an individual risk/benefit basis. It’s important to discuss possible future conception with your physician.”

Ulcerative colitis—a condition in which sores and inflammation develop along the lining of the large intestine, prompting severe diarrhea and rectal bleeding—is sometimes treated via surgery in which the lower large intestine is removed and replaced with a small, artificial pouch built from the small intestine (a procedure called ileal pouch anal anastomosis). Researchers have estimated that women who undergo this surgery may have nearly a 50 percent chance of infertility afterward, in contrast to the 15-percent risk of fertility problems after drug treatment alone.

“Any significant surgery in the pelvic area has an effect on fertility,” says Dr. Chutkan. “Even in the absence of scarring, there’s something about the surgery that affects fertility. It may be the adhesions or the potential for fallopian tube scarring or blockage. So, if you’re hoping to have a child one day and have ulcerative colitis, talk to your doctor about medical options before you consider surgery.”

The bottom line is that if you do have IBD, you can get pregnant, even if your disease is severe. “The goal is to get you as well as possible before you begin trying to conceive,” explains Dr. Abreu. Talk to your gastroenterologist and ob/gyn about the best time to try to get pregnant, especially since this means you’ll likely have to go off your medications or change them. While a lot of the medications are Category B, meaning that they’re safe to take while you’re pregnant, others aren’t safe and should be avoided by anyone trying to conceive.

Male fertility and IBD

If your partner has ulcerative colitis or Crohn’s, his sperm count may be impaired, especially if he takes Azulfidine (sulfasalazine), one of the drugs prescribed to control the disease, says Jerald S. Goldstein, MD, a reproductive endocrinologist at the Presbyterian Hospital of Dallas.

“If your husband is taking that drug, he should have a semen analysis done,” he recommends. “If his counts and motility are low, it would make sense to talk to his physician and see if there’s another drug he can take.”

Make a fertility plan with your doctors

Just becoming more aware of the connection between infertility and GI disease will go a long way toward figuring out a plan for getting pregnant, emphasizes Dr. Abreu, who feels that the scope of the problem is “underestimated and that many GI experts neglect to discuss the potential impact on conception.”

One reason may be that “we don’t have very good data yet, and the results are conflicting,” says Silvia Degli Esposti, MD, director of the Center for Women’s Digestive Disorders at Women & Infants Hospital in Providence, Rhode Island. Dr. Esposti adds that, fortunately, the link between GI disorders and infertility is now a topic of active scientific research, so more information may be forthcoming.

A key starting point for a woman who has a GI disorder is to speak up and get help—and try to plan ahead by setting up an appointment with a high-risk obstetrician who will work in tandem with her gastroenterologist, suggests James A. Grifo, M.D., Ph.D., director of the division of reproductive endocrinology at the NYU Medical Center in New York City. “Your pregnancy could be complicated and you need to be prepared,” he says. “Also, if your disease gets worse while you’re pregnant, you need a doctor on hand to get you the treatment you need.”

And never give up, urges Stephanie Osheim, who, as the mother of two, is proof that conceiving and having a healthy pregnancy is possible even with severe gastrointestinal disorders. “It can be done. You can get pregnant and have a family,” she says. “I have no answer to the how and why, but if I had given up, I wouldn’t be here today with two beautiful girls by my side.”

publicado por xana às 00:01
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O renovado Babyblues

Após vários meses de inactividade o Babyblues foi reestruturado. Sei que muitas pessoas gostam do blog e não quis desistir dele, no entanto como faço o blog num regime de voluntariado, houve um período de tempo de pouca disponibilidade para o actualizar. Agora renasceu aqui: http://baby-blues.blogs.sapo.pt/

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