Tudo sobre a gravidez
Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Agenda: consulta médica

Logo que começarmos a pensar em engravidar, devemos considerar seriamente uma consulta pré-concepção. Aqui fica a lista de questões que nos serão colocadas e/ou que podemos colocar durante a consulta:

 

Idade:

♥ A nossa e a do nosso companheiro;

 

Historial ginecológico:

A última menstruação (data e duração);

Se os nosso períodos menstruais são regulares;

Se os nosso períodos menstruais são regulares;

O tipo de contraceptivo que usamos neste momento e outros que jé tenhamos utilizado anteriormente;

Se já fizémos algum teste de ovulação;

Se em alguma citologia/Papanicolau obtivémos resultados anormais;

Se nós ou o nosso parceiro tivémos ou temos alguma infecção sexualmente transmissível;

Se já tivémos ou temos alguma doença inflamatória pélvica;

Se já fizémos o teste do HIV;

Se estamos numa relação monogâmica;

Se já tivémos ou temos algum problema uterino;

Se temos historial de quistos no ovário;

Se já fizémos alguma cirurgia ginecológica;

Se fizémos algum tratamento de infertilidade;

 

Historial obstétrico:

NOTA: Se já tivermos tido algum tipo de problema numa gravidez ou parto que o nosso médico desconheça, devemos levar todos os registos médicos para a consulta.

Se já alguma vez estivémos grávidas;

Se já alguma vez tivémos alguma perda gestacional. Se sim, com quantas semanas de gestação, se tivémos que efectuar curetagem, se houve complicações e se sabemos as causas do mesmo;

Se já tivémos alguma gravidez ectópica? Se sim, com quantas semanas de gestação e se tivémos que fazer alguma cirurgia;

Se já alguma vez fizémos um aborto. Se sim , em que trimestre e se houve complicações;

Por cada filho que tenha dado à luz, informar a data  e local de nascimento, semanas de gestação, sexo, peso ao nascer, tipo de parto e se houve alguma complicação durante o parto;

Se já alguma vez tivémos um parto prematuro;

Se já alguma vez fizémos uma cesariana;

Se já alguma vez tivémos complicações na gravidez, como pre-eclampsia, diabetes gestacional ou problemas com a placenta;

 

Historial médico:

Se já alguma vez tivemos algum problema médico sério;

Se temos diabetes, hipertensão, epilepsia ou outros problemas semelhantes, problemas com rins, hepatites ou outras doenças de fígado, problemas de coração, problemas de coagulação, de pulmões, como asma, problemas de tiróide, cancro ou doenças como lupes, artrite reumatóide;

Se alguém na família sofre ou sofreu de diabetes, hipertensão, epilepsia ou outros problemas semelhantes, problemas com rins, hepatites ou outras doenças de fígado, problemas de coração, problemas de coagulação, de pulmões, como asma, problemas de tiróide, cancro ou doenças como lupes, artrite reumatóide;

Se temos problemas digestivos;

Se já alguma vez fomos hospitalizadas;

Se já alguma vez levámos uma transfusão de sangue;

Se estamos neste momento a receber algum tipo de tratamento para alguma doença ou problema;

Que medicamentos estamos a tomar (incluindo suplementos, vitaminas ou produtos de ervanária) e que doses;

Se estamos a tomar alguma vitamina pré-natal;

Se somos alérgicas a algum medicamento ou se temos outro tipo de alergias;

Se fomos expostas a alguma doença infecto-contagiosa, se temos alguém na família ou em casa que tenha ou tenha tido alguma hepatite ou tuberculose;

 

Historial de vacinas:

NOTA: Devemos levar o nosso boletim de vacinas para a consulta.

Se já alguma vez tivémos varicela ou se estamos vacinados contra;

Se fomos vacinadas, na nossa infância, contra o sarampo, papeira e rubéola e se já fizémos o teste de imunidade à rubéola ;

Se já fomos vacinadas contra a hepatite B;

Qual foi a última vacina de tétano que levámos;

Se já levámos alguma vacina contra a gripe nesta estação;

Se estamos a planear alguma viagem a algum país que exija outro tipo de vacinas;

 

Historial emocional e social:

Se já alguma vez sofremos de problemas mentais ou emocionais, como depressão ou algum distúrbio alimentar;

Se já alguma vez fomos vítmimas de violência doméstica e/ou violação;

 

Questões sobre o estilo de vida:

Se fumamos ou consumimos produtos tabágicos, ou se somos fumadoras passivas;

Se bebemos álcool. Se sim, quantidade e frequência de consumo;

Se usamos drogas recreativas;

Se bebemos café ou outras bebidas com cafeína;

Se costumamos ir ao dentista regularmente;

Se fazemos exercício físico regularmente;

Se temos dificuldade em manter um peso saudável;

Se mantemos algum tipo de dieta ou temos restrições alimentares;

Se comemos alimentos crús ou mal cozinhados, como carne, peixe ou ovos;

Se temos animais de estimação e/ou praticamos jardinagem;

Se utilizamos regularmente saunas ou tomamos banhos de imersão;

Que tipo de trabalho temos, se trabalhamos com crianças pequenas, se (eu e o meu companheiro) trabalhamos  ou vivemos perto de locais perigosos para a saúde, com presença de químicos como tintas, solventes, pesticidas, chumbo, mercúrio ou radiação (raios-x) ou algum hobby que implique a presença de outras substâncias químicas (como cerâmica, por exemplo);

 

Informação genética:

Se alguém da nossa família ou da família do nosso companheiro teve:

♥ Hemofilia ou outros problemas de sangue;

♥ Doença de Tay-Sachs;

Doenças de sangue, como anemias;

Distrofia muscular;

♥ Sindroma de Down, deficiência mental ou outros atrasos no desenvolvimento;

Menopausa prematura;

Fibrose cística;

Menopausa prematura;

 

Doença de Canavans;

Deficiências de nascimento como espinha bífida ou problemas de coração ou rins;

Múltiplos abortos;

Se nós ou o nosso companheiro temos filhos de outros relacionamentos. Se sim, se têm algum problema;

 

Lista de análises solicitadas na primeira consulta (quais são e para que servem): 

 

Grupo de sangue: é essencial conhecer-se o grupo sanguíneo, caso seja necessária uma transfusão de sangue durante o parto. Além disso, se o factor Rhesus (Rh) for negativo e o do pai positivo há fortes probabilidades de o bebé também ser positivo e entrar em incompatibilidade sanguínea com a mãe (principalmente no segundo filho). Nesta situação, administra-se à grávida uma injecção profiláctica de imunoglobinas

 

Hemograma (Hb, Hct, VGM, HGM): o hemograma serve sobretudo para excluir a hipótese de uma anemia (glóbulos vermelhos em baixo). Se a possibilidade se concretizar, o médico deverá receitar um suplemento de ferro e recomendar uma dieta rica em ferro. Geralmente, a anemia não causa problemas no bebé, mas a mãe sente-se muito cansada.

 

Coombs indirecto: esta análise só é pedida às grávidas com Rh negativo e serve para avaliar se houve trocas de sangue entre a mãe e o feto.

 

Glicemia: esta análise mede a quantidade de açúcar no sangue, para despistar a possibilidade de uma diabetes gestacional. Este tipo de diabetes revela-se na gravidez, uma vez que a placenta produz uma hormona que actua contra a insulina. Se isso acontecer, a grávida deve seguir uma dieta rigorosa. Mesmo assim, pode ser necessário levar injecções de insulina ou tomar medicação oral para controlar os níveis de açúcar. Tratando-se a mãe, evita-se que o bebé nasça com excesso de peso (macrossomia) e outras complicações.

 

Hepatite B (HBs Ag): a hepatite B é uma infecção viral no fígado. Se a mãe for portadora do vírus, o bebé pode desenvolver uma hepatite, o que implica cuidados imediatos à nascença.

 

Sífilis (VDRL): o teste Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) serve para determinar se a grávida já teve contacto com a sífilis, uma doença sexualmente transmissível. Se a doença for detectada durante a gravidez, a mãe deve fazer tratamento com antibiótico (penicilina), que também protegerá o bebé. O contágio pode provocar anomalias faciais e atraso mental.

 

HIV: é importante fazer esta análise porque, se a mãe estiver infectada com o vírus de imunodeficiência humana (VIH), é possível reduzir o risco de transmissão ao bebé com o tratamento adequado.

 

Toxoplasmose: muitas grávidas estão imunes à toxoplasmose sem nunca terem tido qualquer sinal da doença. Não havendo vacina essa é a única forma de ficar imunizada. O risco de contaminação do bebé cresce do princípio ao final da gravidez, mas os efeitos da doença podem ser mais graves quanto mais cedo a apanhar (malformações, atraso de crescimento, atraso mental). Para prevenir o contágio do bebé, deve evitar-se a ingestão de carne mal passada, fumados, legumes e frutos rasteiros que possam estar mal lavados e o contacto com as fezes de gatos, pois podem estar contaminados com o vírus da toxoplasmose.

 

Rubéola: o mais provável é que já tenha tido rubéola ou que tenha sido vacinada na infância. Mas convém confirmar a imunização. Uma infecção por rubéola no início da gravidez é inofensiva para a mãe, mas pode levar a graves lesões no bebé, principalmente oculares, auditivas e cardíacas. Os riscos de sequelas diminuem com o avançar da gravidez. A vacina não é recomendada a grávidas. O ideal seria fazer esta análise antes da concepção e, se for caso disso, tomar a vacina até três meses antes da gravidez. Quando a grávida não está imune deve vacinar-se no pós-parto para protecção de futuras gestações.

 

Urocultura: esta análise à urina serve para despistar eventuais infecções urinárias, que são vulgares na gravidez. Apesar de não ter efeitos directos no desenvolvimento do feto, a infecção urinária aumenta o risco de parto pré-termo. Quando detectada, trata-se com antibióticos.

 

Citomegalovirus (CMV): o CMV raramente afecta o bebé e quando afecta não há tratamento possível. Por isso, até há pouco tempo esta análise não era pedida a todas as grávidas. Apenas as mulheres que lidassem muito com crianças (pois são elas as principais transmissoras da doença) ou que tivessem algum sintoma (semelhante a uma gripe) faziam o rastreio. No entanto, a análise tem-se vulgarizado e, hoje em dia, quase todas as grávidas a fazem. Tal como na toxoplasmose, é possível ter sido infectada sem nunca ter havido suspeição da doença. Mas, ao contrário de outras doenças, pode haver reinfeccções. Nestes casos, só muito raramente há transmissão ao feto.

publicado por xana às 00:02
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O renovado Babyblues

Após vários meses de inactividade o Babyblues foi reestruturado. Sei que muitas pessoas gostam do blog e não quis desistir dele, no entanto como faço o blog num regime de voluntariado, houve um período de tempo de pouca disponibilidade para o actualizar. Agora renasceu aqui: http://baby-blues.blogs.sapo.pt/

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