Tudo sobre a gravidez
Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Planeamento familiar

Neste momento em que a palavra crise está na ordem do dia, anuncio que estou a planear um novo bebé. Serei louca?

Vejamos e analisemos a minha vida actual:

1-Sou já mãe de um menino terrível de 3 anos com uma energia inesgotável;

2-Sou uma mãe trabalhadora das 9 às 18h como tantas no mundo;

3-O meu marido para além de trabalhar também das 9 às 18h, está ausente pelo menos duas noites por semana;

4-Não tenho familiares perto. A minha sogra, que vive a 1h de caminho, é a que se encontra mais perto;

5-Sempre que o meu piratica fica doente, estatísticamente, sou eu que falto mais ao trabalho, o que não abona muito a meu favor, profissionalmente;

 

O meu dia-a-dia resume-se a:

8:00h Rise and shine, toca a acordar e visto-me num instantinho. Claro, o outfit já foi preparado na noite anterior.

8:40h Convenço o meu piratica a ir à sanita fazer o chichi da manhã, mudo-lhe a fralda, visto-o.

8:50h Chego ao infantário e não basta deixá-lo lá: tenho de lhe tirar o casaco, pendurá-lo no cabide, vestir-lhe o bibe e trocar-lhe os sapatos.

9:00h É uma sorte conseguir chegar ao trabalho às 9h. Na maioria dos dias chego sempre depois. Até às 18h é uma correria de situações para resolver, telefonemas, emails, you name it.

18:00h Hora de sair do trabalho, mas é muito raro sair a esta hora. Geralmente, saio às 18:30h ou mais tarde ainda.

18:45h Chego ao infantário e é uma novela para arranjar estacionamento. Depois de voltas e voltas lá consigo tocar na campainha. Espero que o meu piratica acabe o seu lanche e ouço a 9999.ª queixa sobre o seu comportamento. É raro ouvir a frase "Ele portou-se bem".

19:00h A caminho de casa, luto com um pirata rabujento que ou não quer sair do carro, ou não quer subir a escada, ou não quer ir para casa, ou não quer jantar. Geralmente todos estes nãos acabam num castigo perfeito e numa mulher-mãe ainda mais stressada.

20:00h Uma hora para comer no meio de tanta birra e nãos e a seguir banho. Não lhe posso dar banho antes da refeição. Caso contrário seriam dois banhos.

21:00h Entre o banho, passar creme, vestir o pijama... mais uma hora.

22:00h Uma hora para brincar com ele, porque não o deixo ver televisão durante a semana, enquanto começo a convencê-lo a ir para a cama. Cá em casa andamos a tentar pô-lo na cama diariamente às 22h, o que tem sido difícil.

23:00h O quê, já são 23h e ainda não fiz nada de jeito!! Arrumar umas poucas coisas em casa, quase nada, numa curta hora.

00:00h Independentemente de tudo, tenho de estar a dormir à meia-noite, por isso obviamente que a minha casa está um caos, mas who cares?

 

Portanto, porquê esta ideia de ter mais um filho a sobrecarregar o meu dia-a-dia, já de si completamente aniquilador?!

Decidir ter o primeiro já foi uma decisão demorada, mas para o segundo está a ser mais difícil, porque terá mais implicações: no nosso modo de vida, finanças, profissão e, claro, the one and only, o meu piratica. E não vale a pena acreditar no que as pessoas dizem, que quem cria um, cria dois filhos. Não é bem assim. Haverá o dobro do trabalho e, como agora recai mais em mim, receio ficar completamente stressada e, pior, deprimida.

Todos têm a sua própria opinião no timing perfeito para se ter um segundo filho, mas é preciso pesar prós e contras.

Será melhor ter filhos com pouca  ou muita diferença de idade?

Na minha opinião, acho que as crianças têm direito a ter atenção exclusiva durante os primeiros anos. Quando começam a ficar mais autónomos, em que já falam e comunicam perfeitamente, caminham, compreendem o que lhes dizemos e se tornam mais sociais, não dependendo tanto dos pais, é a altura ideal para se planear o segundo filho.

Estudos revelam que o momento ideal para se ter o segundo filho é quando o primeiro tem 1 ano (quando ainda não têm noção do seu status, aceitam melhor a chegada de um bebé) ou quando tem 4 anos (em que já usufruíram da atenção do papá e da mamã e já têm vida própria).

Claro que, por mais que planeie muitas vezes os planos saem furados, mas era isso que pretendia, que um novo bebé nascesse quando o meu piratica tivesse 4 anos, ou seja, para o próximo ano de 2012.

Eu ainda não tenho bem a noção do impacto que um segundo filho terá na minha vida actual, mas acredito que será difícil encaixá-lo nesta minha rotina que já consegui finalmente estabelecer. Agora temos horários pré-definidos para tudo e o piratica já nos acompanha mais.

Na realidade, o mais difícil para mim foi a licença de maternidade. Apesar de saber que necessitava desse tempo para recuperar e para o novo bebé eu, simplesmente, detestava e detesto estar em casa.

Relativamente à questão financeira, não é nada agradável pensar que vou ter de pagar duas mensalidades de infantário! Entretanto, o meu piratica entra para a escola primária, mas até lá vai ser penoso. De resto, posso aproveitar tudo o que tenho e, como já estava habituada ao custo das fraldas, não irei estranhar continuar a comprá-las. O meu piratica já iniciou o processo para deixar a fralda e estou com esperança que aos 4 anos só precise de fralda para dormir.

A nivel profissional também é prejudicial, porque se fui contratada é porque precisam de mim. Eu sei que, se todas as mulheres estivessem preocupadas com as suas carreiras, não haveria filhos no mundo. Mas desta vez estou a considerar seriamente reduzir a minha licença de maternidade para os 4 meses em vez dos 5 que tirei da primeira vez.

Vou ter de fazer um seguro de saúde durante a gravidez e isso acarreta também custos mensais.

Mas o que me leva mesmo a decidir já este ano as tentativas para engravidar é a minha idade: 34 anos. Para além da recuperação ser mais lenta, a fertilidade pode ser afectada e pode ser mais difícil engravidar.

O N. há muito tempo que me anda a pressionar para termos mais um filhote, mas eu insisti sempre que o nosso piratinha precisava da máxima atenção nestes primeiros três anos. Por isso, não me sentia preparada. Agora creio que é chegado o momento.

E porquê ter dois filhos e não apenas um? É uma boa pergunta.

Eu tenho um irmão, mas o N. é filho único e, como casal achamos importante que uma criança tenha um irmão para partilharem a vida.

Tive essa conversa com a minha mãe e perguntei-lhe o que a levou a ter dois filhos (eu e o meu irmão) e não apenas um. A revelação foi surpreendente: ela sempre quis ter apenas um, mas o meu pai quis muito ter um menino.

publicado por xana às 00:01
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1 comentário:
De Gigi a 3 de Março de 2011 às 18:15
Olá,

Li com muita atenção este post pois tb ando a pensar em dar 1 mano/a à minha Princesa..

Gostava muito mas tb penso em todos os "contras" que mencionaste..

Beijinhos

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O renovado Babyblues

Após vários meses de inactividade o Babyblues foi reestruturado. Sei que muitas pessoas gostam do blog e não quis desistir dele, no entanto como faço o blog num regime de voluntariado, houve um período de tempo de pouca disponibilidade para o actualizar. Agora renasceu aqui: http://baby-blues.blogs.sapo.pt/

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