Novamente de volta às aventuras do meu piratinha, finalmente. Tenho andado numa roda viva e só agora consegui arranjar um espacinho na minha agenda para recomeçar a contar as aventuras de Pirata & Mamã, Lda.
Mais uma vez vou ser repetitiva e redundante e afirmar alto e bom som: Como o tempo passa! E já lá vão dezoito meses! Qualquer dia está a fazer dois anos e eu ainda sem acreditar que ele está a crescer tão depressa.
Tenho recebido imensos emails com dúvidas. Todas as dúvidas reencaminho para os consultórios online. As relativas ao período fértil respondo e informo como o podem fazer e respectivos sites que podem consultar. Tento responder aos vossos emails o mais rapidamente possível, mas como sou apenas uma, por vezes demoro um tempão a responder. De qualquer modo, como as dúvidas mais frequentes são sobre o período fértil, decidi criar o
http://babybluesmysecrets.blogs.sapo.pt/ onde irei responder às questões mais frequentes, de um modo geral. Porém, continuarei a responder às vossas questões de uma forma privada através do email
babyblues@sapo.pt.
Claro que tenho imensos post's a escrever. Aliás, há post's que tenho em papel relativos aos cinco e seis meses e ainda não os publiquei no blog. E já para não falar que não escrevo desde os onze meses do meu piratinha... A pouco e pouco conseguirei pôr a casa em ordem.
Neste mês em que o meu piratinha faz dezoito meses, muita aventura aconteceu.
O Infantário versus Ama
Este mês fica marcado pela entrada do meu piratinha no infantário. Pela primeira vez, na sua curta existência, entra na escola dos pequeninos.
Durante as férias de Verão, como tivémos mais tempo livre, não só para pensar, mas também para trocar impressões com outros pais, decidimos colocá-lo no infantário por volta dos 18 meses.
Antes dele nascer, já tinha visitado alguns, mas acabei por optar pela ama.
Desta vez, visitei aqueles que ainda não tinha visitado e optei por um na cidade onde trabalho, por uma questão de logística.
Tive uma reunião com a direcção do Infantário e uma visita guiada às instalações e fiquei muita satisfeita com o que vi. Decidi colocá-lo lá, não só pelas razões acima indicadas, mas também pelo preço e pela distância do meu emprego.
Neste momento a mensalidade é de 270€, o que achei aceitável em comparação com alguns dos infantários que visitei que me pediram entre 350€ a 400€, valores impensáveis, não só para as minhas finanças pessoais, como também impensáveis tendo em consideração a idade do meu filho: que actividades seriam assim tão extraordinárias, que instalações tão extraordinárias seriam para se cobrarem desses valores exorbitantes?
As actividades e instalações são muito semelhantes e para crianças dos 12 aos 24, não há "ensinamentos" assim tão profundos que possam marcar pela diferença os infantários.
Ambos têm que respeitar a legislação e ambos recebem visistas regulares da segurança social, por isso, para já, estou bastante satisfeita com a escolha que fiz.
Nas minhas visitas, segui uma espécie de guia disponibilizado pela DECO com indicações do que é exigido por lei aos infantários (disponibilizarei mais tarde um pos't sobre como fazer as melhores escolhas de infantários).
Na verdade, já não andava muito satisfeita com a ama. Enquanto ele esteve lá foi sempre muito bem tratado e nunca lhe faltou nada, mas começaram a surgir certas situações que eram do meu desagrado.
O problema das amas, é que não há nenhuma legislação em Portugal que as regulamente, o que considero um enorme perigo para as centenas de crianças deixadas em amas por esse país fora! Só as amas pertencentes à segurança social é que estão sob a fiscalização deste instituto. Às amas privadas não há quem as regulamente ou fiscalize! Absurdo!
Cheguei mesmo a fazer uma pesquisa exaustiva na internet e, pasme-se, não há sequer uma lei que as obrigue a nada!
No caso da ama do meu piratinha, ela tinha um espaço adequado para as crianças brincar, construído de raiz para esse efeito, com pavimento próprio, camas, mesas e cadeiras infantis, casas de banho exclusivas para as crianças, com ementa afixada diariamente e actividades do Natal e dia da mãe e dia do pai. O problema é que, em vez de fixar uma faixa etária de crianças (por ex. só aceitando crianças dos 1 aos 4), começou a aceitar crianças de qualquer idade. Neste momento, ela toma conta de crianças que já frequentam a escola primária e passam com ela o resto do dia em regime de ATL. Mais: leva-as à escola e vai buscá-las! Chegou a acontecer um surto de varicela, prevendo-se desde logo a sua proveniência: uma das crianças que frequentam a escola primária. É uma irresponsabilidade aceitar crianças recém-nascidas e juntá-las com crianças mais velhas, que frequentam locais e contactam com pessoas com maior potencial de risco de serem portadoras de doenças, que até podem ser inofensivas, mas podem ser muito graves em certas idades.
Para além do risco de doenças, a balbúrdia era de tal ordem provocada pelas crianças mais velhas, que o meu piratinha nem uma hora por dia dormia depois de almoço. E como sabemos, nestas idades eles precisam de dormir pelo menos duas horas por dia.
No final do dia, quando o ia buscar à ama, ele adormecia no trajecto e não queria acordar, de tão cansado que estava! Muitas vezes não jantou bem e acabava por lhe dar uma papa líquida no biberão, enquanto dormia! Isto é completamente chocante e muito pouco saudável!
Para além disso, não eram seguidas rotinas fixas e, nestas idades, eles precisam de sentir que todos os dias há rotinas iguais e à mesma hora.
Por todos estes motivos, decidimos colocá-lo no infantário, mas sempre expectantes se seria a melhor decisão. Não sabíamos se esta seria a idade ideal ou se a sua entrada mais tarde seria melhor. De qualquer modo, aos 18 meses eles sabem distinguir quem é estranho de quem é família, mas como esses conceitos ainda não estão muito enraizados, achámos que a adaptação seria melhor agora, do que mais tarde.
Depois de ter conseguido a vaga (só havia três) na sala dele (dos 1 aos 2 anos) comecei a ficar apreensiva de como faríamos a transição da ama para a creche.
Falei com a educadora C., responsável pela sala dos mais velhos, e ficou decidido que no mês em que ele entrasse, combinaríamos melhor.
Avisei a ama com um mês e meio de antecedência e achei que a relação com o piratinha não ficou diferente.
Três dias foi o período experimental de adaptação: 1.º dia - passou duas horas pela manhã no infantário e o resto do dia na ama; 2.º dia - passou toda a manhã no infantário e almoçou lá, passando o resto do dia na ama; 3.º dia - passou todo o dia no infantário.
Isto implicou uma grande logística da minha parte: sair do emprego, ir buscá-lo, ir levá-lo, enfim...
Mas posso dizer que ele está completamente integrado na sua "nova escola".
Já tive a reunião de pais deste ano lectivo, onde explicaram os objectivos a atingir, informaram sobre o projecto educativo e o regulamento interno.
Os objectivos do seu escalão etário (dos 1 aos 2 anos) é comer sozinho, uma das faces de autonomia que se pretende que eles tenham.
Neste momento, ele nem sequer me deixa dar-lhe a comida à boca. Fica muito chateado e insiste em ser ele a comer sozinho. Já estão a imaginar: ELE tem comida no cabelo, nas mãos, na roupa; EU tenho comida na roupa; A CASA fica completamente sarapintada de comida por todo o lado - chão, mesa, cadeira...
Apesar de ser giro vê-lo a querer ser como os grandes e verificar o seu desenvolvimento de uma forma positiva, não fico muito satisfeita quando a sopa escorre pela perna da mesa e a minha roupa tem novos adereços fashion, como papa e fruta. Faz parte!
E fico satisfeita por ver que ele, desde que entrou para o infantário, está mais desenvolvido.
O Acidente de Viação
E
Em edição...